domingo, 11 de abril de 2010

Eu sempre gostei de viajar, desde pequena sabe?! Não só da parte de chegar em um lugar bonito, mas da parte em que você senta no banco do passageiro, liga o som, e só ouve a musica e seus pensamentos. Neste fim de semana, fui para São josé dos Campos, é a uma hora de Taubaté (onde resido atualmente-bonito falar assim). No caminho, estive pensando nas migalhas de pão que ganhei de setembro pra cá. Dei valor a cada uma, cada misera migalha, tentando transformá-las em banquete, e acabei por ter que fuçar o lixo pra comer mais, o motivo: fui trocada por cascas de laranja! Isso mesmo, cascas de laranjas, tão miseras quanto eu, porém mais fedidas ainda qndo já foram jogadas ao lixo a tanto tempo! Acho que foram escolhidas por ter cheiro!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sobre o meu carnaval.


Eu gostava do carnaval qndo eu era pequena, devia ter meus cinco, seis anos, qndo parei de gostar. Desgostei. Sei lá, desgosto das coisas as vezes, sou tão humana, me odeio por isso. Quando eu ia pro 'Peixinho dourado' (escolinha) todo ano tinha 'festinha' de carnaval pras crianças, o sonho da minha mãe era me ver vestida de bailarina, ou princesa, mais eu NUNCA gostei de cor-de-rosa e todo ano era uma briga, pois eu queria ser a 'tartaruga ninja', eu tinha uma máscara, e uma roupa verde, e eu fui tartaruga ninja por alguns anos seguidos, até que eu começasse a desgostar de vez do carnaval. Enfim, neste ano, algumas idéias malucas passaram pela minha cabeça antes do carnaval. Eu vivi a crise do 'eu-preciso-pular-fevereiro-junto-com-meus-problemas-amorosos' e a não ser que eu fosse Deus ou coisa do tipo, eu conseguiria realizar meu próprio desejo. Acabei é claro, por não conseguir pular fevereiro, e indo direto a um encontro com tudo que eu não queria encontrar. Me surpreendi saindo com a Adriana no sábado, eu pulei carnaval de verdade, fiquei impressionada por perceber só depois que o bloco acabou que eu estava sóbria. Foi de arrepiar mesmo, mas adorei o sábado do mesmo jeito. A minha vontade nesse post é falar sobre a nova cidade que conheci. Cristina. Fica no sul de Minas Gerais(eu acho, nunca fui boa em geografia) É uma cidadezinha pequena, e andei pouco por ela, tinha uma pracinha, com um coreto, típico de cidadezinhas. As cores predominantes da cidade eram amarelo e azul, quer dizer, sempre que eu penso na cidade agora imagino tudo amarelo e azul. O coreto era amarelo e azul, os banquinhos. Mas a cidade era bonitinha. Bonitinha mesmo. Fomos pra uma cachoeira, onde parecia se concentrar a maior parte da população 'cristiniense' (existe isso, meu Deus?). subimos algumas escadarias, uns barrancos, e lá em cima estava ela. Levei alguns tombos no caminho, mas quem não leva tombos quando quer chegar a um lugar bonito de se ver? Achei totalmente normal, ter torcido o pé, e levado alguns arranhõezinhos, valeu a pena. É claro que como sempre fui deixada de lado sentada sozinha na pedra só olhando pra água. Nesse meio tempo passaram por mim diversas borboletas, de cores e formas que eu nunca havia visto antes. Na volta, eu vim observando o céu. Me lembrando de quando era pequena e acreditava que cada estrela era uma pessoa que havia morrido. E eu pensava: mas são tão poucas essas estrelas, são tantas pessoas que já morreram. Meu pai apontava sempre a mais brilhante e dizia: aquela ali, é a Estrela Dalva. Dalva era o nome da mulher que criou ele, ela era mãe da minha avó, consequentemente, minha bisavó. Eu não a conheci, ela morreu antes do meu pai se casar. Não sei se esta da estrela é verdadeira ou se ele deu o nome da minha bisavó pra estrela mais brilhante. Voltando para o caminho de volta para casa, as estrelas aquela noite eram muitas, por conta da escuridão da estradinha mal iluminada, acabei até acreditando que cada uma delas era uma pessoa que já morreu, foi o céu mais lindo que eu já vi. Cada céu desses pra mim é uma nostalgia diferente. Eu queria me entregar a naturezxa e ver eu e ela sendo uma coisa só. Eu não quero um 'amor-correspondido-que-eu-sei-que-não-é-verdade' eu quero ser mais que isso. Quero voar junto com aquelas estrelas, escorregar nas pedras da cachoeira, e virar uma borboleta da cor mais estranha já se viu.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pode ser que a maré não se vá..
Tentei hoje lavar meus pés nas águas do mar,
Consegui, por fim deixá-los limpos, brancos, claros, como sempre foram...
Mas logo pisei na areia escura...
E me refugiei no mar novamente...
areia no pé dá frieira!
Acabei denovo sem saída...
Sem ter como fugir do mar...
Em teus braços gelados fui denovo me refugiar...
Em tuas ondas dançantes me escondi denovo...
deixando que ele tocasse meus pés, minhas mãos, meus cabelos...
prefiro ele áquela areia coçante!